10.4.12
houve mas (ainda) não há.
e houve um sonho em que , por algum motivo , festejávamos na escola .. música, bebidas, comidas, amigos, entre outras coisas. estávamos todos juntos mas houve um momento, em que me disseram , "anda cantar para nós" e eu fiquei em choque mas contente e puxaram-me enquanto vocês me empurravam, assustada dizia "o quê? para o palco? não consigo, tenho vergonha, vou entrar em pânico" mas mesmo assim, insistiam! acreditavam mais em mim, do que eu própria. então , lá fui eu , cantar como se fosse algo natural , algo que já estava habituada a fazer, lá estava eu a parecer alguém famoso! cantava músicas, que já tinha cantado para os meus amigos e dedicava-lhes as músicas que cantava, cada uma para alguém em especial porque cada um tinha a sua própria música. e houve aquele momento, em que te dediquei uma música , em certos momentos eu olhava para ti e via que também não paravas de olhar para mim, não paravas de sorrir, parecia inevitável.. depois da tua música, fiz uma pausa para continuar a divertir-me um pouco mais com vocês na festa. cheguei ao pé de vocês e não me paravam de abraçar e sorrir, só a falar bem do que tinha feito e eu a ficar sem jeito e tu, olhas para mim com aqueles olhos brilhantes e dizes para sairmos dali porque precisavas de falar comigo e eu, lá fui, sempre com aqueles pensamentos antecedentes. afastamos-nos um pouco deles, vamos para um canto, virados um para o outro e perguntas-me , "porque me dedicas-te aquela música?" e eu disse "porque uma vez me tinhas pedido para cantar e decidi dedicar-te.." mas interrompeste-me e disseste , "sim, mas porque me dedicas-te?" e eu respondi-te, "mas porquê? não querias que te dedicasse?" e disseste "não.." e eu interrompi-te e disse "está bem, para a próxima não te dedico nada!" e estava pronta para ir embora mas tu agarras-me e continuas o que ias dizer, "não é isso, mas tu gostas de mim?" e eu fico , sem saber o que dizer mas respondo, "o quê? porque pensas isso? se foi por te dedicar a música, não foi só a ti que dediquei.." e tu, desvias o olhar, como se te tivesse magoado ao dizer isto mas não me largavas a mão. ficámos um bocado calados, aquele silêncio (+/-) constrangedor, até que tu dizes "eu sei que não foi só a mim que dedicas-te a música, mas só te perguntei aquilo para saber, podias ter dito só um sim ou um não.." e mais uma vez, interrompo-te "mas porque queres saber? porque isto agora?" e tu falas "sei lá, a tua maneira de ser comigo, não sei, nós estamos diferentes.. não sou o único a reparar, eles também pensam que há algo entre nós, mas eu não sei" e eu pergunto-te , "mas tu gostas de mim?" e tu voltas a desviar o olhar e a ficar nervoso e eu viro-me para ti e peço , "diz-me! " .. "eles estão sempre a meter-se comigo, a cerca de nós e não sei, acho estranho, por isso perguntei" dizes.. eu cada vez mais confusa, respondo "tu sabes que somos amigos, sabes como é a nossa amizade! o que interessa o que os outros dizem ou pensam? nós sabemos o que temos, é por isso que somos assim, felizes e é por isso que nos damos bem, por sermos como somos e sentirmos o que sentimos um pelo outro! a mim também já me falaram muitas vezes do que me estás a dizer agora, e vim-te perguntar o que me perguntas-te?! preferi acreditar naquilo que temos em vez daquilo que pensam/acham que temos, preferi não deixar a nossa relação constrangedora.. como deixas-te este preciso momento" ... e olhámos, olhámos um para o outro, aquele olhar esquisito.. triste. e fomos embora, foste ter com eles e eu fui ter com outra pessoa, mas ficámos na mesma sala. eu falava sobre isto com uma pessoa e tu olhavas, eu olhava e tu começavas a falar com eles. continuámos a falar , com as bebidas na mão e de repente, olhámos os dois um para o outro, ao mesmo tempo e eu sai dali.. e tu ficaste mal. estava sentada lá fora a pensar no porquê de tudo correr mal quando está tudo bem e tu apareces, sentas-te ao pé de mim e abraças-me e eu agarro-te com a força toda que tenho, e digo-te "nunca me deixes, pff" e tu olhas para mim e sorris. depois começamos a falar novamente e fazes-me a mesma pergunta, se eu gosto de ti e eu respondo não sei e pergunto-te o mesmo e tu não respondes.. eu encosto a cabeça no teu ombro e tu continuas sem dizer nada, e fico a pensar *devia ter ficado calada* e digo, "depois de tudo o que me disseste, não sei o que sinto, mas sei que és muito especial para mim.. és importante, tu sabes disso" e do nada, beijas-me! houve algo que mudou.. houve algo que despertou em nós. depois voltas-me a perguntar o mesmo, eu continuo sem saber o que dizer e tu dizes "mafalda, sabes que nós temos as nossas 'discussões' , temos as nossas conversas parvas , eu ignoro-te e tu irritas-te , tu não me falas e eu fico a pensar o porquê disso, nós temos as nossas brincadeiras , os nomes que inventamos , nós temos quase tudo o que eu sempre quis" e eu digo-te, "eu sei que sempre quiseste uma amiga como eu (ahah) , mas quase tudo? não temos tudo, á nossa maneira?" e tu dizes , "sim, à nossa maneira. e é isso que falta, um nós" e eu fico confusa e pergunto, "um nós? mas já temos um nós.. quando alguém me pergunta alguma coisa de ti, eu digo que és meu!" e tu sorris e dizes, "ainda bem, porque eu digo que és minha" e eu sorriu envergonhada e tu olhas me nos olhos e dizes, "agora , queres dizer nós?" e eu digo , "sim mas vou continuar a dizer que és meu" .. deste-me a mão e fomos para dentro, toda a gente olhou para nós e eu fiquei sem saber como reagir mas tu, beijas-me, em frente de todos e toda a gente ficou preplexa e a sorrir. houve aquele momento, em que tudo era perfeito .. aquele momento que (ainda) não há.
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